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quinta-feira, 23 de março de 2017

Brasil. RABO PRESO DO GOVERNO COM FISCAIS MATA FRIGORÍFICOS




CARNE CONTAMINADA

Michel Temer tem um ministro da Justiça, chamado Osmar Serraglio, que até ontem estava escondido e vinha evitando aparições públicas; o motivo é sua ligação com a máfia dos fiscais agropecuários; como, segundo a Polícia Federal, os fiscais arrecadavam propina para o PMDB, de Temer e Serraglio, e para o PP, do ministro Blaro Maggi, o Palácio do Planalto ainda não conseguiu reagir ao desastre da Operação Carne Fraca, que já causa prejuízos diários de US$ 63 milhões – ou R$ 200 milhões/dia – ao Brasil; segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR), "se tivéssemos governo no Brasil, estaríamos fazendo a investigação da investigação"; enquanto isso, frigoríficos paralisam suas unidades e ruralistas, que apoiaram o golpe de 2016, sofrem grandes prejuízos

247 – A Operação Carne Fraca, deflagrada há poucos dias pela Polícia Federal, já representa um dos maiores desastres econômicos da história do País. As exportações brasileiras de proteína animal caíram a zero, provocando prejuízos de US$ 63 milhões – ou quase R$ 200 milhões – por dia.

Até agora, a única reação de Michel Temer foi levar embaixadores a uma churrascaria de carnes importadas, num plano fracassado, e classificar como "espetáculo" a ação da Polícia Federal.

Temer não pode reagir com mais firmeza por uma razão simples. Seu ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que foi indicado ao cargo por ninguém menos que Eduardo Cunha, chamava o líder da máfia dos fiscais de "grande chefe". Até ontem, ele estava desaparecido e só fez uma reaparição rápida na posse de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal.

Além disso, segundo a Polícia Federal, os fiscais arrecadavam propina para o PMDB, de Temer e Serraglio, e para o PP, do ministro Blaro Maggi. Ou seja: Temer é refém do que a PF ainda pode vazar. 

Para o senador Roberto Requião (PMDB-PR), "se tivéssemos governo no Brasil, estaríamos fazendo a investigação da investigação" (leia aqui).

Para piorar, o Brasil tem hoje um chanceler, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que também está na lista de Janot e não é respeitado nem pelos vizinhos mais próximos. Com o golpe, não custa lembrar, o Brasil se tornou um anão diplomático.

Ou seja: Temer não tem credibilidade no exterior, nem força para enfrentar a questão da carne internamente.

Enquanto isso, frigoríficos paralisam suas unidades e ruralistas, que apoiaram o golpe de 2016, sofrem grandes prejuízos.

Brasil 247

UM COMENTÁRIO ACERCA DOS “BARÕES DA DROGA” NA GUINÉ-BISSAU


Abdulai Keita, opinião  

I – Nota de partida

Li com muita atenção o artigo da opinião cá indicado, intitulado “o que é e como atua um Barão da Droga? Em defesa de José Mário Vaz e Braima Camará”, da autoria de Sr. Maram Sani (Cif., http://guineendade.blogspot.ch/ 2017/03/opi niao-o-que-e-e-como-atua-um-barao-da.html#comment-form; acessado, 22.03. 2017). E o que eu tenho a dizer neste debate em jeito de um rápido comentário, é o seguinte que segue no subsequente, concluído por uma resposta definitiva, endereçada a este autor e além.
  
II – Comentário

A Guiné-Bissau é a Guiné-Bissau, tal e qual. Eu sou bissau-guineense e orgulho-me muito de ser bissau-guineense. E é a partir desta posição que me digo. Para servirmos bem hoje este país, temos que saber muito bem PARTIR DA NOSSA REALIDADE E SERMOS BEM REALISTAS (parafraseando camarada Cabral). No sentido de termos e metermo-nos bem na cabeça, para se ter a ideia clara de quem somos nós no atual contexto e quadro do mundo globalizado ou em globalização. O que podemos, devemos e, o que não podemos e não devemos permitir-nos, neste contexto e quadro, nunca, mas nunca mesmo. Sobretudo no exercício das funções políticas neste nosso país querido do Povo Bom e, consequentemente, empreendimento e execuções de ações decorrentes de tais funções.

Quero dizer, é, que isso significa que, nós temos que saber bastante bem que somos UM PAÍS PEQUENINO DE ÁFRICA OCIDENTAL; UM PAÍS PÓS-COLONIAL, mas continuando a viver ainda económicamente na pura e dura situação colonial num contexto político não colonial (qualquer coisa que fazemos ou fizermos é da nossa inteira responsabilidade – o Tuga já se foi embora desde o Outubro de 1974 deixando-nos efetivamente as sequelas do povo colonizado).

SONANGOL NO EPICENTRO DA CORRUPÇÃO EM ANGOLA


A unidade de análise da revista “The Economist” diz que a abertura de uma investigação à Sonangol aumenta a percepção de que Angola é um dos países mais corruptos do mundo. “Percepção” será sinónimo de “certeza” ou é uma, mais uma, forma de branquear a realidade?

AEconomist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que a abertura de uma investigação ao pagamento de 350 milhões de dólares à Sonangol pela petrolífera Cobalt aumenta a perceção de que Angola é um dos países mais corruptos do mundo.

“As acções da SEC [regulador norte-americano dos mercados financeiros] e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América criaram uma publicidade negativa significativa para Angola, e aumentaram a percepção de que o país é um dos mais corruptos no mundo”, escrevem os peritos da unidade de análise económica da revista “The Economist”.

Lembrando que Angola está em 164º lugar num ranking’ de 176 países analisados sobre a corrupção, feito pela Transparência Internacional, os analistas dizem que “a potencial abertura de uma nova investigação envolvendo a Sonangol vai fazer pouco para ajudar a empresa a melhorar a sua imagem global”.

Por outro lado, concluem, a notícia é também negativa para a maior empresa do regime e para a sua presidente, Isabel dos Santos (filha de José Eduardo dos Santos, presidente nunca nominalmente eleito e no poder há 38 anos): “Representa um desafio significativo à reputação da nova presidente, a bilionária filha do Presidente e, nos meses anteriores às eleições legislativas, pode ser problemático para os antigos executivos da Sonangol que saíram da empresa, mas continuam entre os principais membros do partido no poder”, escreve a EIU.

ÁFRICA ESQUECE-SE DA SAÚDE – QUE TAL ROUBAREM MENOS?


A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou hoje os países africanos a investirem mais nos seus sistemas de saúde para poderem detectar, prevenir e tratar melhor a depressão, doença que afecta 30 milhões de pessoas no continente. Se calhar, para ajudar em todas as enfermidades, a OMS deveria aconselhar os governos a roubar menos.

Arecomendação foi feita na cidade da Praia, por Sabastiana Nkoma, do Escritório Regional da OMS para a Saúde Mental, e por Shekhar Saxena, director do departamento de Saúde Mental da OMS, que estão em Cabo Verde para participar numa série de actividades sobre a depressão, no âmbito do dia mundial de saúde, que se assinala a 7 de Abril.

Segundo Sabastiana Nkoma, os investimentos devem ser feitos a nível financeiro, com mais infra-estruturas de saúde, como hospitais, clínicas, mas também a nível de recursos humanos e profissionais capacitados para abordar a doença, que afecta 30 milhões de pessoas nos 47 países da região africana da OMS, 4% da população.

“Nos países da África, os profissionais que deviam atender as pessoas que têm problema de depressão são escassos, há poucos psiquiatras, poucos psicólogos e assistentes sociais, e mais de 75% da população que sofre transtorno mental, incluindo a depressão, não recebe nenhum tipo de tratamento”, apontou.

“O HOMEM É O ÚNICO ANIMAL QUE SE MATA A SI PRÓPRIO”


O escritor angolano Pepetela ainda mantém uma réstia de otimismo, mas confessa-se desencantado com os acontecimentos globais do último ano. "De repente, parece que tudo de mau pode acontecer", afirmou ao JN.

No Festival Literário da Madeira, Pepetela, autor de algumas das obras mais marcantes da literatura angolana do derradeiro meio século, foi convidado a falar do binómio realidade/utopia, a partir dos seus próprios livros, e do impacto do tempo na manutenção dos sonhos. Foi por aí mesmo que começámos.

No seu livro "Yaka" escreve a dada altura que "queremos mudar o mundo, mas não conseguimos mudar-nos a nós próprios". Afinal, é mais fácil mudar o mundo ou a nós próprios?

Francamente, estão muito ligados. Não é possível fazer uma coisa sem a outra.

A frase expressa algum desencanto.

Gostava de ser mais otimista, mas, nos últimos tempos, o género humano parece estar a perder algumas qualidades. Este último ano foi estranho. De repente, parece que tudo de mau pode acontecer, embora não vá acontecer. O Homem é o único animal que se mata a si próprio. O leão, a pantera, mais nenhum mata um semelhante. Talvez haja algo de genético aí. Como a ciência, tem avançado tanto, é possível que altere um gene qualquer e consiga tornar o Homem mais humano. É um género que tem perdido a sua dimensão humana. É, seguramente, uma fase, pelo que espero assistir ainda a um ressurgimento da importância dos valores e dos ideais.

CARLOS COSTA, RUA!


Idoneidade de Salgado. Banco de Portugal novamente debaixo de fogo

O Banco de Portugal emitiu comunicado para fazer, mais uma vez, face às notícias que põem a causa as decisões tomadas no processo do Banco Espírito Santo.

De acordo com o regulador, as declarações fiscais e os relatórios de transferências para o estrangeiro feitas por Ricardo Salgado não podiam ter sido usados para tomar qualquer decisão contra o ex-líder do BES.

"A responsabilidade por infrações foi extinta pela lei e a utilização dos factos declarados para efeitos de outros processos, que não os processos tributários, foi expressamente proibida pela mesma lei. Os serviços de supervisão prudencial não divergiram deste entendimento. Pelo contrário, expressaram-no em parecer técnico no início de 2013", explica o comunicado.

A posição do regulador foi assumida depois de o “Público” avançar que Banco de Portugal recusou o que foi proposto pelos técnicos, numa reunião realizada em dezembro de 2013, e que visava tirar a idoneidade de Ricardo Salgado. A equipa de Carlos Costa defendeu que a informação sobre o repatriamento de capitais e as correções fiscais do banqueiro não podia ser usada. O motivo? Porque os dados tinham sido obtidos “de forma privilegiada”. Já os técnicos defendiam que os dados tinham sido fornecidos por Ricardo Salgado. Mas não conseguiram que a idoneidade de Salgado fosse retirada.

Confrontado com a notícia, o Banco de Portugal sublinha que “o caso particular referido na notícia do “Público” foi apreciado internamente a diversos níveis e em várias ocasiões, no quadro da apreciação que o Banco de Portugal faz em permanência das condições de idoneidade dos membros dos órgãos de administração e fiscalização das instituições de crédito. Essa análise decorreu sempre com a objetividade, a ponderação e a serenidade que são indispensáveis ao exercício das responsabilidades públicas e que marcam o trabalho do Banco de Portugal no exercício das suas múltiplas funções."

Entretanto, o governador do Banco de Portugal prepara-se para ser ouvido esta tarde na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, em duas audições relacionadas com o caso do BES e a sua resolução. A primeira audição arranca às 17h00 e a segunda às 19h00.

Carlos Costa e o BES

Carlos Costa continua a estar a braços com a polémica que se criou em torno do que poderia ter sido feito pelo Banco de Portugal no caso do Banco Espírito Santo. O governador chegou mesmo a ser alvo de críticas e dúvidas sobre a sua continuidade à frente do BdP. E foi exatamente neste contexto que Carlos Costa acabou por ser forçado a tomar uma posição, ao mostrar-se disponível para esclarecer os deputados sobre várias questões que têm vindo a ser levantadas nos últimos dias.

A verdade é que a vida do governador do Banco de Portugal – que foi nomeado, em 2010, pelo governo de José Sócrates e reconduzido, em 2015, pelo executivo de Pedro Passos Coelho – começou a complicar-se depois de surgir a possibilidade de ter sido ocultada informação no caso BES.

De acordo com uma investigação levada a cabo pela SIC, há documentos que provam que o BdP conhecia pormenores do que se passava na esfera Espírito Santo. Entre os documentos divulgados, há um que mostra que, nove meses antes da derrocada, os técnicos do BdP defenderam a saída de Ricardo Salgado. Nestes documentos chegou mesmo a ser posta em causa a continuidade dos administradores do Banco Espírito Santo. Segundo a SIC, é assumida, de forma clara, a possibilidade de Ricardo Salgado ser afastado de forma imediata. Ainda assim, na mesma nota informativa, assinada por técnicos do BdP, é reconhecido que o regulador estava a deixar passar o tempo sem que as devidas medidas fossem tomadas.

O trabalho da estação de Carnaxide acabou por fazer com que se multiplicassem posições contra a continuidade de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal, ainda que nem todos considerem que deve ser colocada em causa.

Sofia Martins Santos – jornal i - Título PG

DIJSSELBLOEM, RUA!



Ana Alexandra Gonçalves *

O ainda Presidente do Eurogrupo – o mesmo cujo nome nos obriga a recorrer incessantemente à função copia e colar – e pertencente ao partido que sofreu a mais humilhante derrota nas eleições holandesas, acusou os Europeus do sul de gastarem o seu dinheiro em “copos e mulheres” e depois “pedirem ajuda”.

As declarações feitas a um jornal alemão centram-se igualmente na alegada social-democracia de Dijsselbloem, onde a solidariedade se confunde com xenofobia, sexismo e imbecilidade.

Contudo, importa lembrar que Dijsselbloem não está sozinho, tendocontado com a companhia de Passos Coelho, Maria Luís Albuquerque, já para não falar de Schaüble, ministro das Finanças alemão. Este alegre grupinho fez da austeridade uma espécie de texto sagrado no qual a culpa sempre recaiu sobre os trabalhadores, os desempregados, os pensionistas – os tais que viveram acima das suas possibilidades, os tais que gastam tudo o que têm em copos e mulheres.

Dijsselbloem, à semelhança dos restantes membros do alegre grupinho da austeridade insistem numa retórica gasta que não colhe junto de muitos europeus e Dijsselbloem devia ter noção disso mais do que ninguém, ele que vai andar a pedir esmolinhas para se aguentar à frente do Eurogrupo; ele que faz parte da social-democracia aldrabada que tanto foi castigada pelos holandeses.

As afirmações de Dijsselbloem revelam uma criatura pequena e preconceituosa, em fim de vida. No entanto essas afirmações enquadram-se num contexto mais alargado de outras criaturas que, à semelhança de Dijsselbloem, nos têm acusado de sermos culpados pela situação em que nos encontramos, entre os quais se incluem Passos Coelho e o que resta do seu séquito.

Quanto a Dijsselbloem, rua! É esse o caminho. E “copy-paste”, abençoado sejas. 

* Ana Alexandra Gonçalves – Triunfo da Razão

GOOD HEALTH, WHORES AND GREEN WINE


Bom dia… É como quem diz… O dia está cinzento, parece que em todo o território nacional. Ontem não estivemos por aqui, outros afazeres nos retiveram. Desculpem. Tome nota: aqui não referimos o terrorismo que loucos e fanáticos exercem sobre inocentes, exibindo as suas cobardias de mentes criminosas. O nosso enorme respeito pelas vítimas em todo mundo, obra de energúmenos. Igualmente o nosso enorme respeito pelas vítimas em todo o mundo dos terrorismos dos estados.

Este é o portão do Expresso Curto, do Expresso. Portão do PG para depois aceder ao dito cujo do tio Balsemão do Grupo Impresa. Já lá vai o tempo em que dizíamos perante um trote, uma vigarice: “não vou em grupos”. Mas os tempos mudaram e atualmente é só grupos para aqui, grupos para ali. E nós vamos neles. Uns o mais possível, outros nem por isso.

Bem, mas vamos lá à vaca fria e pegar os bois pelos chavelhos. Expresso Curto de Pedro Candeias (que ilumina duas vezes se for à frente). Este Candeias, talvez também doutor ou dótor, mete a pata na poça mas… tá bem, vamos nessa. Tira um expresso curto cuja cafeína é aquela zurrapa que os “bifes” (ingleses) vendem lá pelo burgo unido (da treta, em que a Escócia quer dar-lhes com os penantes). Vai daí temos a zurrapa no título da cafeína… em inglês. Pfff. Tá bem, senhores assim, já sabemos que sabem muito de inglês! Mas que pavões!

Apesar de tudo a prosa serve e satisfaz. Tem penas muito bonitas. Dir-se-ia penas lindas. Tem, tem. E assim lá está, mais em baixo, o tal das mulheres e do vinho, fazendo lembrar o fado do “era o vinho, meu amor, era o vinho…” Tlim, tlão. Mas sabem do que falamos, pela certa. É daquele tal com ar anémico que dizem presidente do Eurogrupo (é só grupos, como vêem). Ai, aquele que nem o Ásterix conseguia pronunciar o nome, muito menos escrevê-lo. Mas, sim, esse Jeroen Dijsselbloem (até se nos enrola a língua e o teclado encarquilha todo). Adiante.

Mas tem mais, muito mais. Um Expresso Curto à maneira do tio Balsemão mas com a lavra do dito Candeias. Ena, que iluminação. Vão ler. É sempre bom ler e atualizarmo-nos. Além disso inclui cultura. Que bom!

Bom dia e até amanhã. As melhoras… Ai, “good health, whores and green wine” para ti, seu Dijsselbloem. Olha, também sei inglês… Espantoso! (MM / PG)

terça-feira, 21 de março de 2017

HEGEMONIA UNIPOLAR PARA ALÉM DOS LIMITES!


  
1- O século XXI, nos termos de introdução das novas tecnologias instrumentalizadas e ao serviço de 1% na saga do seu domínio sobre o resto da humanidade, começou a 11 de Setembro de 2001!

De então para cá e com a aplicação das novas tecnologias, a hegemonia unipolar foi utilizando a capacidade de globalizar configurando um largo espectro de capacidades que multiplicam os seus tentáculos, numa vasta acção “soft power”, psicológica, de inteligência e militar, sem precedentes, recorrendo a escolas e “filósofos” que mais não fizeram senão justificar a perversidade de suas próprias iniciativas!

Foi assim que se provocou a escalada de caos e terrorismo que está inerente aos expedientes de globalização da própria hegemonia unipolar!

O fulcro do aparato tem sido o Pentágono e seus falcões, pois o produto refinado é uma ideologia poderosa (ou uma plataforma de ideologias servis) que instrumentaliza todos os meios e capacidades num raio de acção expansivo que se distende a todos os continentes da Terra, até às regiões mais ignotas e isoladas do globo!

2- A NATO foi colocada ao dispor da hegemonia unipolar por via de sua osmose e subordinação ao Pentágono e os vassalos a que chamam aliados, estão a assumir, no quadro dos tentáculos desse colossal polvo, papeis bem definidos que envolvem o carácter das oligarquias, do poder de cada um dos estados, das suas articulações económicas e financeiras, bem como da equação dos seus relacionamentos tendo em conta aspectos como a sua história, a sua antropologia cultural, os seus ambientes físico-geográficos… nada é posto de fora da capacidade de observação que isso implica, da análise e da síntese do que é sorvido em termos de conhecimento e informação visto sob os mais variados ângulos e qualquer que seja a via das abordagens!

Nada escapa à formulação das mais variadas ementas para cada tentáculo em vassalagem“orgânica” e por isso há a graduação ideológica para o conjunto e para cada um deles, com a distribuição específica de papéis, de objectivos, de capacidades, de áreas de acção e dos perfis para as suas actuações, inclusive no âmbito do quadro de seus relacionamentos.

3- Na União Europeia sob a égide dos falcões do Pentágono, com a devassa do capitalismo neoliberal explorando o êxito do fim do socialismo na Europa, está-se a induzir uma ideologia cada vez mais radicalizada e próxima do fascismo e do nazismo, de modo tão persuasivo, indolor e indelével quanto o possível, sem que sob o ponto de vista sócio-político as democracias representativas tenham a possibilidade de se equacionarem noutras melhores alternativas.

Esse processo está a realizar-se numa geometria variável, tirando partido do torpor geral das sociedades constantemente bombardeadas pela propaganda ao dispor dos meios de comunicação de massas servis.

O alvo a abater na Eurásia são a Rússia, a China e o Irão, até por que subjacentemente ao poderio da opção multipolar, nesse vasto continente que se estende do Atlântico ao Árctico, ao Pacífico e ao Índico, são esses potenciais inimigos que pressionam no sentido de vencer a concorrência em sectores tão decisivos como a energia, os transportes e vias de comunicação, a construção de infraestruturas e estruturas… impedindo a hegemonia unipolar de dominar conforme sua vocação exclusivista e ao sabor dos monopólios e carteis, habituados a eliminar qualquer tipo de obstáculo e concorrência onde quer que hajam interesses seus!

As dificuldades da hegemonia radicalizaram-se nos contenciosos da Turquia e nas envolventes correlacionadas, um sinal inusitado duma potencial ruptura, ou duma reconfiguração que não deixa de ser uma possibilidade no mapa da vasta região em disputa, da Síria ao Paquistão…

Só os avanços multipolares estão a obstar que o caos e o terrorismo, bastardos do Pentágono e da NATO, possam ter ainda uma maior disseminação!

4- As questões de inteligência e militares estão pois a ser profundamente reformulados pela equação Pentágono – NATO, cujos tentáculos se distendem no Leste da Europa, no Médio Oriente, em África e na América Latina (com a Colômbia a servir de “testa de ponte”)!

Nessa tentativa de reorganização e reformulação, a hegemonia unipolar está a procurar encontrar recursos, meios e forças para fazer frente à emergência multipolar euroasiática!

As reformulações em curso na Itália, pressupõem que para dentro de África vão-se multiplicar as iniciativas, desde logo na direcção da Líbia, onde a tensão entre a hegemonia unipolar e a multipolaridade já se conforma na extensão a oeste da complexidade de situações correntes do Médio Oriente.

Em África e tendo em conta a progressão retrógrada do neocolonialismo por via dos esforços conjugados dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha e da França (explorando numa contradição automática e em regime de “baixa intensidade”, a “proverbial” disseminação do caos e do terrorismo fundamentalista islâmico), a RDC e os Grandes Lagos estão num horizonte próximo para novas convulsões.

O Pentágono poderá aumentar os dispositivos recorrendo a um painel de vias e de métodos instrumentalizando a ONU, a União Europeia, a NATO, mas também os vassalos africanos que aliás têm neste momento uma posição de força na própria estrutura orgânica da União Africana, a ponto de haver o retorno de Marrocos, sem estar resolvida a descolonização do Sahara!...

5- Os componentes da SADC devem acelerar todas as capacidades de integração para fazer face à compressão da hegemonia em direcção ao sul do continente africano e tendo em conta que seus dispositivos de inteligência e militares, poderão voltar a ter de se colocar à prova na RDC, onde poderá haver a tentação duma reedição de contenciosos recentes decorrentes duma época cujo início se expressou no colapso do regime neocolonizado de Mobutu.

Angola e a África do Sul dão sinais de se estarem a preparar para novos cenários de tensão, conflito e guerra na RDC, que além do mais corre o risco de desmembramento na região dos Grandes Lagos, precisamente na matriz principal da água interior de África (Lagos e nascentes do Nilo, do Congo e do Zambeze).

Caso esse desmembramento seja alcançado, são os povos africanos que uma vez mais perdem, em benefício do neocolonialismo e das potências obedientes aos falcões da osmose Pentágono – NATO.

Em todos os sentidos, a hegemonia unipolar em vastas regiões do globo está a manifestar-se para além dos limites suportáveis!...

… Esperemos que com a emergência multipolar esses limites se tornem também insustentáveis!

Fotos: Pentágono e NATO

PUTAS E VINHO VERDE, SENHOR JEROEN DIJSSELBLOEM, PRESIDENTE DO EUROGRUPO




O presidente do eurogrupo decerto que é homem experimentado em prostitutas e álcool, pelo dito. Ele lá sabe se pode ou não gastar dinheiro em putas e vinho verde – como se diz em Portugal – e depois pedir ajuda aos amigos. Ele até nem deve saber que tem amigos de trampa, porque pelo dito, é o que são os seus amigos. Se um individuo está “teso”, desfalcado, por ter gasto o dinheiro em putas e vinho verde ou noutra coisa qualquer os verdadeiros amigos emprestam ou dão para desenrascar. É que noutra ocasião qualquer há outros a quem lhes acontece o mesmo e perdem a cabeça e o dinheiro em putas e vinho verde. E lá estão os amigos para as ocasiões a desenrascar. Pelo visto o tal Jeroen Dijsselbloem (que raio de nome) não tem amigos a sério, para as ocasiões, com o agravante de as putas e o álcool já o terem lixado várias vezes, depenando-o e fazendo-o passar as passas de Bruxelas ou de outro local qualquer a norte. Má experiência. Por isso ele veio com aquela moral da treta para com Portugal, a Europa do sul – disse ele agora para se “limpar”.

O tal depenante aparentemente experimentado nas prostitutas e no álcool acrescenta que não pede desculpa a Portugal, digo: à Europa do sul. Pois não. Os bêbados, os putanheiros e os mastins nunca pedem desculpa. Isso porque os primeiros só soluçam, arrotam e vomitam. Os segundos gemem e dão ais quando têm a língua livre. Os terceiros ladram que se fartam, mordem e lixam a vida aos outros.

Mais não adianta dizer sobre o tal pálido-anémico presidente do eurogrupo. Nem sobre o que ele disse. Também de pouco adiantará ele pedir desculpa ou demitir-se. A lixeira de Bruxelas e filiais está repleta de trampa e mais um menos um não fará diferença. Afinal eles até trabalham para os tais dos 1%, já nem temos de nos admirar ou ofender – vide exemplo do Cherne Barroso. O que temos é de nos livrar da lixeira que se instalou em Bruxelas e arredores. Isso sim. Depois comemoramos, com putas e vinho verde. Que se lixem os gajos que servem os do 1%! Enfim, mas leiam já a seguir a teoria estuporada do marmanjo pro-nazi que se diz social-democrata (como o Passos & Cª).

FRANCISCO GUTERRES LU’OLO VENCEU AS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS EM TIMOR-LESTE



M. Azancot de Menezes, Díli - opinião

Candidato da coligação CNRT/FRETILIN, Francisco Guterres Lu´Olo, venceu as eleições presidenciais

Os resultados das eleições presidenciais, quando faltam menos de 10% dos votos para apurar, já são conhecidos, e apontam o candidato da coligação CNRT/FRETILIN como vencedor, com 262 mil votos (57,42%) do total.

Em segundo lugar ficou o candidato António da Conceição, Secretário-Geral do Partido Democrático (PD), e ministro da educação, com cerca de 33% dos votos, seguindo-se depois os restantes seis candidatos com valores percentuais muito inferiores.

Os resultados eleitorais permitem retirar algumas ilações, no campo político, económico e social.

A primeira conclusão, bastante óbvia, o candidato do poder, Francisco Guterres (Lu´Olo) teve significativa vantagem em relação aos restantes candidatos em virtude de ter recebido o apoio do Congresso Nacional para a Reconstrução Timorense (CNRT) e da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), os partidos políticos que detêm há 15 anos o poder político, administrativo e económico do país.

PORTUGAL A ARDER E TIMOR-LESTE É UM PAÍS "DIAK LIU"




Hoje é que são elas, mais um Expresso Curto, do jornal Expresso. O servidor da cafeína é Rui Gustavo, dizem que editor de sociedade… Hem?! Gente fina é outra coisa. Bem, mas que o Rui escreve umas coisas giras é verdade. Hoje deve ter acordado de solapampa e vai daí baralhou-se: deseja-nos e saúda-nos com um “bom dia” mas escrevr logo de seguida que “Portugal vai arder”. Ah! Conversa fiada e sardinhas a dez. Portugal já ardeu todinho e op rescaldo está mais que feito. Conclui-se facilmente que está todinho carbonizado. A obra foi do PS, do PSD e do CDS. Os tais do “Arco dos Incendiários”. Pois.

Só há comentário para a situação atrás descrita: estamos quilhados. Pois. E agora avante! Vamos lá seguir em frente e recomeçar tudo de novo. Oh MFA, empresta aí os Pandures das tais negociatas. E os submarinos Portas e afins… E etc. Pois, e adiante.

A conversa fiada de hoje vai ter de abordar Timor-Leste. E daqui vai um singelo português que fez do país do comboio de Manatuto (treta) a sua segunda Pátria: Timor-Leste. Mas, pensando bem, muitas das vezes nem sabe se é a segunda ou a primeira. Bem, por nascença é a segunda… De coração é quase sempre a primeira. Que coisa!

Vamos lá: Lá, foi lá, que houve eleições, ontem, 20 deste Março marado que nos dá uma primavera esquisita. Lá está a voz do povo: “Março marçagão, de manhã Inverno e à tarde verão”. Pois, é mais ou menos isso, mas com as mudanças climáticas a “coisa” está diferente para pior. Oh, olha a novidade!

Timor-Leste. Eleições presidenciais. Pois. Foram as primeiras eleições produzidas e realizadas por gente da casa, por Timor. As anteriores tiveram sempre o bedelho dos da ONU, os bons e os maus. Aqueles que foram para lá para roubar legalmente e à socapa… Mostrando o que é corrupção. E os que lá chegados e instalados deram o coiro e o cabelo ao país destruído pela sanha dos invasores indonésios. Como sempre, em todo o lado, em todas as circunstâncias, há os bons e os maus. Em Timor-Leste aconteceu também. E ainda acontece. Sacar o vil metal e valores faz parte dos gananciosos. E por lá também há muitos. E se geram fome e miséria eles estão-se lá nas tintas! Olhem, por Portugal desses não faltam… E por isso estamos a arder!

Timor-Leste. Eleições presidenciais. Realizadas e resultado quase apurado. Mas, já se sabe quem é o vencedor. Quem é que vai exercer o cargo de PR: Francisco Guterres Lu-Olo, da Fretilin. Os candidatos já lhe deram os parabéns. Os fretilins estão já a comemorar. Por esta hora já há umas pielas consideráveis que até permitem às escuras que os etilizados vejam oiçam e vejam música-cor-alegria mesmo às escuras. Estão de “cabeça bulak” (malucos) de tanta alegria. Compreende-se, é assim em todo o mundo. Outros estão tristes porque os seus candidatos perderam as eleições. É a vida em democracia. Pois. Arribem “mauns” (irmãos)!

Lu-Olo vai vencer com menos de 60% dos votos expressos pelo eleitorado. Só um pouco menos de 60%? Oh diabo! Mas então ele foi apoiado pelos dois principais partidos políticos e só atinge as bordas dos 60%. Evidentemente que deu para evitar a segunda volta das eleições. Certo. Claro que é positivo. Claro que com o apoio enorme dos dois partidos políticos, CNRT e FRETILIN, tinha por obrigação de atingir mais de 60% e nem aí chegou. Os eleitores timorenses não lhe deram isso. Que significará tal desaire? Significará que nas eleições legislativas, em Junho, ambos os partidos vão ter menos votação? Parece que sim.

Estamos cá para ver. Sobre Timor-Leste, aqui, sairá prosa mais substancial e exclusiva. Tenham paciência. E, minha gente, seus viciados em cafeína expressa, metam bem nessa cabeça que Timor-Leste é “nasaun diak liu” (nação muito boa, maravilhosa) por obra do seu povo. Uns heróis!

Basta. Esta “coisa” está comprida. Vai ter de sair assim. Desculpem, perdi-me. Apaixonei-me a escrever. Por Timor é sempre assim, pais "diak liu". Saúde “barak, mauns”! 

Sigam para o Expresso Curto, com o bom Rui Gustavo. Livrem-se! (MM / PG)

FRANCISCO GUTERRES LU-OLO É O NOVO PRESIDENTE DE TIMOR-LESTE




Dirigentes do Partido Democrático (PD), que apoiou o segundo candidato mais votado nas eleições presidenciais timorenses António da Conceição, congratularam hoje Francisco Guterres Lu-Olo pela vitória na primeira volta do sufrágio de segunda-feira.

Carlos Saky, vice-presidente do Partido Democrático (PD), foi um dos primeiros a reagir, ao publicar uma mensagem na sua página na rede social Facebook a felicitar Lu-Olo.

Francisco Guterres Lu-Olo foi apoiado pelos maiores partidos timorenses Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente) e CNRT (Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste).

"Parabéns ao Dr. Francisco Guterres Lu-Olo, presidente eleito da RDTL para o período 2017-2022. Espero que a República Democrática de Timor-Leste sob liderança do Dr. Lu-Olo possa fazer tudo para melhorar a vida de todos os timorenses", escreveu.

Quando estão contados 83,33% dos votos, pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), Lu-Olo lidera destacado a contagem, com 247.756 votos ou 58,3% do total muito à frente do segundo classificado, o ministro da Educação, António da Conceição, que tem 134.466 votos ou 31,64% do total.

O vice-ministro do Comércio, Indústria e Ambiente, Constâncio Pinto, foi dos primeiros a saudar Lu-Olo pela vitória.

"Parabéns ao Dr. Francisco Guterres Lu-Olo pelo êxito nas eleições presidenciais em que foi eleito Presidente da República 2017-2022. Parabéns ao povo de Timor-Leste por ter participado em paz na festa da democracia. Viva a democracia", escreveu na rede social no Facebook.

Francisco Guterres Lu-Olo lidera, desde o início da contagem, os resultados oficiais provisórios e quanto estão apurados 80% dos votos, de acordo com o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE).

O STAE contabilizou já os resultados de 556 dos 696 centros de votação e somados 415.953 votos, dos quais 406.453 (ou 97,72%) são válidos.

Estes dados incluem informação final provisória de vários municípios (seis dos 12), da região especial de Oecusse-Ambeno e dos três centros de votação no estrangeiro (Sydney, Darwin e Lisboa), onde a contagem já terminou.

Quando estão contados 80% dos votos, segundo o STAE, Lu-Olo lidera destacado a contagem, com 238.968 votos ou 58,79% do total - praticamente desde o início da contagem que o seu apoio tem ficado em torno aos 60% - muito à frente do segundo classificado, António da Conceição, que tem 126.780 votos ou 31,19% do total.

Ainda que dados finais estejam por apurar, a taxa de participação - tendo em conta os valores já conhecidos - deverá rondar os 70% o que implica que tenham votado cerca de 520 mil eleitores, dos quais cerca de 97% foram votos válidos, ou cerca de 510 mil votos.

Lusa, em Notícias ao Minuto

LEIA QUASE TUDO SOBRE TIMOR-LESTE EM TIMOR-AGORA em português ou tétum

MELANCIAS A TRATAREM-NOS COMO GRANDES NABOS


Isto, que aqui lê, não custa papel (de jornal) mas lá por isso terá de pagar para ler tudo. É só a opinião de Nicolau Santos sobre a famigerada e exploradora parasitária EDP… mas vai ter de pagar de algum modo. Ou assim, ou assado. Como este exemplo muitos outros há. Mais que certo; já não há almoços grátis.

Apesar de trazermos nesta manhã somente uma parte da opinião do jornalista sobre a EDP e os milhões e milhões, os milhares de milhões, é certo que entendemos o que falta na prosa que nos chega aos olhos. A EDP imoral e etc. e tal. Pois. Já sabemos. O Melancia faz de todos nós uns nabos e mama. Se nunca tinha visto um Melancia mamão… ora aqui tem um. E agora chinês. De olhos bem rasgados e mente putrefacta. Eles, esses, existem, e o estado – os que por nós foram eleitos e dizem que nos governam – também existe e deixa que a imoralidade vá muito mais além, a razar o crime que só não é porque é legal. Arrajaram maneira de ser legal. De uns a outros são todos melancias que fazem de todos nós uns grandes nabos.

Mas leia. Leia o bocadinho que extraímos do Expresso. O resto é pago e os cobres por aqui não são de modo a extravagâncias. Bom dia, boa semana de… ver se nos safamos. Se sobrevivemos, só com água. Afinal os melancias tratam-nos como uns grandes nabos. Todos eles. E a água que já está a ficar tão rara e tão cara. Vem aí o colapso. Pois. Não para já, mas virá. (MM / PG)

segunda-feira, 20 de março de 2017

Lu-Olo mantém liderança nas presidenciais timorenses com 59,24%, com 34,34% dos votos contados




Francisco Guterres Lu-Olo, candidato apoiado pelos dois maiores partidos timorenses, Fretilin e CNRT, lidera a contagem dos votos nas eleições presidenciais timorenses com 59,24% dos votos quando estão escrutinados 34,34% dos votos, segundo dados oficiais.

Às 00:00 locais (15:00 em Lisboa), oito horas depois de as urnas terem encerrado, o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) tinha tabulado informação de 239 dos 696 centros de votação, não estando incluída ainda informação de vários pontos do país.

Os dados incluem informação de todos os municípios que estão em diferentes estados de contagem, tendo sido contabilizados até ao momento 167.316 votos (de um universo de 743.150 eleitores) dos quais 163.755 são considerados válidos.

Para vencer à primeira volta, Lu-Olo terá que obter mais de 50% dos votos válidos.

A esta hora, Lu-Olo tinha obtido 97.012 votos (59,24%) contra os 49.232 de António da Conceição (30,06%).

Em terceiro entre os oito candidatos que se apresentaram ao voto de hoje surge José Luis Guterres com 4.924 votos (3,01%), à frente de Luis Tilman, com 3.623 votos (2,21%).

José Neves tinha contabilizados 3.518 votos (2,15%), Antonio Maher Lopes 3.094 votos (1,89%), Ângela Freitas obtinha 1.213 votos (0,74%) e, finalmente, Amorim Vieira ficava-se pelos 1.139 votos (0,70%).

A legislação timorense prevê que a contagem dos votos possa demorar até 48 horas depois do fecho das urnas, sendo que, em alguns locais, a votação se prolongou além da hora prevista devido à grande afluência.

Até ao momento não há dados globais de participação.

ASP // VM - Lusa

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Eleições presidenciais em Timor-Leste: Detectadas irregularidades num centro de votação em Díli




Num centro de votação de Díli foram registadas irregularidades, nomeadamente, a violação do artigo 24º do Decreto do Governo Nº 5/2017 de 27 de Fevereiro (Regulamenta a Campanha e a Propaganda Eleitoral).

De acordo com o ponto 1 do citado artigo, «é proibido, no dia da eleição, todo o tipo de propaganda eleitoral dentro do local em que funcione o centro de votação ou estação de voto e no seu exterior até à distância de 100 metros».

Por outro lado, o ponto 2 especifica que «constitui propaganda eleitoral, nomeadamente a exibição de autocolantes, camisolas, panfletos, símbolos, sinais, distintivos, cartazes entre outros, assim como actividades de promoção de candidaturas», e o ponto 4 refere que «os fiscais de candidatura não podem levar nenhum símbolo ou objectos que os identifiquem com as candidaturas».

A violação registou-se, conforme se pode observar na foto, em virtude de haver dois fiscais com camisolas de cores vermelha, preta e amarela, que se identificam com uma das candidaturas.

De acordo com a lei (ponto 5 do mesmo artigo), o «secretário do centro de votação ordena ao fiscal que retire os símbolos ou objectos. Em caso de desobediência, o secretário do centro de votação apreende a acreditação do fiscal e pedirá que o mesmo deixe a estação de voto, anotando a incidência na acta das operações eleitorais», o que não veio a acontecer.

Este caso de irregularidade vai ser comunicado à Missão de Observação Eleitoral da União Europeia em Timor-Leste, pelo que, faz-se um apelo à Comissão Nacional de Eleições (CNE) no sentido de supervisionar o processo eleitoral com determinação e total isenção, um imperativo fundamental para que as eleições sejam consideradas verdadeiramente justas e livres.

*Secretário-Geral do Partido Socialista de Timor (PST) e Professor Universitário

*M.Azancot de Menezes, Díli – também colabora no Página Global


Macau - Vício: JOGO PATOLÓGICO É UM PROBLEMA INVISÍVEL NA TERRA DOS CASINOS


Macau é uma cidade onde o jogo é, de longe, o principal motor económico. Com quase 40 casinos em pouco mais de 30 quilómetros quadrados, não é de estranhar que o vício de jogo seja algo endémico no território. O HM foi à procura de quem sofre e de quem trata

Na cidade dos néones, o brilho ofusca aqueles que apostam mais do que podem cobrir. “Se tiver mil patacas, e for obrigado a escolher entre droga ou jogo, escolho o jogo”, revela S., um veterano de vários vícios. Com um historial vasto de consumo de opiáceos, este homem de 58 anos é um fantasma da velha Macau, em que o crime nos casinos era visível e transbordava para as ruas.

Aos 14 anos a vida levou-o a entrar num gang onde vendia e consumia heroína. Foi agiota e fez de tudo um pouco no lado negro que ensombrava o glamour dos casinos. Hoje em dia, com a luz que a regulação fez incidir na indústria, já não dispõe das largas somas de dinheiro que apostava. No passado, como o dinheiro não era problema, o jogo também não.

O destino trocou-lhe as voltas, mas o jogo e a heroína continuam no seu percurso. No entanto, S. não tem dúvidas de que, no menu dos vícios, “o jogo é a sua prioridade”. O seu caso não é único e encaixa perfeitamente no conceito de personalidade aditiva. Algo que não é de estranhar, uma vez que o vício dos jogadores patológicos tem perigosas semelhanças com a toxicodependência.

“Em termos biológicos, cerebrais, o jogo e a droga acabam por tocar na mesma zona do cérebro, acontecem as mesmas reacções químicas, são libertadas as mesmas hormonas, são realidades muito semelhantes.” As palavras são de Marta Bucho, Coordenadora do Centro Feminino da Associação de Reabilitação de Toxicodependentes de Macau (ARTM). Aliás, estudos indicam que os jogadores também têm sintomas de privação semelhantes, ou seja, ressaca. Em ambos os casos, o cérebro é inundado por serotonina e dopamina, hormonas que regulam o humor, a ansiedade, o humor, o sono, o stress e o prazer. “Normalmente, não temos uma libertação tão forte destes químicos”, explica Marta Bucho.

Quem cai nas malhas do jogo, frequentemente, encontra neste prazer algo que lhe falta na vida. São coisas que andam de mãos dadas. Problemas psicológicos como depressão, traumas, stress, ansiedade e fobias podem ser precursores à adição. Estas pessoas acabam, muitas vezes, por “usar o jogo como forma de auto-tratamento”, explica a terapeuta. O uso de álcool e drogas também servem de meio de medicação, num mosaico aditivo muito complexo de tratar. Pessoas que têm deficit de atenção e hiperactividade fazem parte de outro grupo de risco, vulneráveis ao vício, encontrando no jogo uma forma para se focarem.

A POBREZA PREJUDICA GRAVEMENTE O CÉREBRO DESDE O NASCIMENTO


Os efeitos nocivos da pobreza para as capacidades cognitivas e emocionais foram descritos a partir dos anos 1950 por pesquisadores de vários campos.

Pascale Santi e Sandrine Cabut, Le Monde, em Carta Maior

Em estudos científicos e relatórios internacionais, não restam dúvidas: as crianças são as principais vítimas da pobreza e seus cérebros estão em perigo. Nos países em desenvolvimento, há 385 milhões crianças crescendo em situação de "extrema pobreza" (definida por uma renda abaixo de 1,90 dólar por pessoa e por dia em um domicílio), segundo análise recente da Unicef %u20Be do Banco Mundial.

Nos chamados países ricos, porém, as crianças estão longe de serem poupadas. Nos EUA, assim como na França, cerca de uma em cada cinco crianças vive abaixo da linha da pobreza. Ou seja, 15 milhões de crianças americanas; e entre dois e três milhões de menores na França. Este último número varia de acordo com a fonte e a definição da linha de pobreza. O Insee (Instituto nacional de estatísticas e estudos econômicos da França) prefere defini-lo em 60% do rendimento médio, de 1700 a 2100 euros por mês para uma família com duas crianças menores de 14 anos. Este indicador, no entanto, por abranger realidades muito diferentes, gera certo debate.

Em termos de saúde pública, as consequências são graves. Se a mortalidade infantil está em queda no mundo, os filhos das famílias mais pobres têm um risco duas vezes maior de morrer antes dos cinco anos do que os das famílias mais ricas. A precariedade predispõe a inúmeras doenças físicas e mentais (complicações da prematuridade, desnutrição, doenças infecciosas...), potencialmente ainda mais graves quando combinadas a um menor acesso aos serviços de saúde.

Há, também, os impactos no cérebro, cujo próprio desenvolvimento pode ser afetado. Como é também o caso da maioria dos tecidos e órgãos expostos ao estresse e as condições materiais difíceis. "Com a diferença que um cérebro capaz de exercer suas funções em toda sua potencialidade é tudo de que mais precisam as crianças oriundas deste estrato social para esperar um dia ascender socialmente”, salientava a neurocientista Angela Sirigu em artigo no Le Monde em 2012 (suplemento « Science & médecine » de 13 de outubro).

O tema é delicado, e não é novo. Os efeitos nocivos da pobreza para as capacidades cognitivas e emocionais foram descritos a partir dos anos 1950 por pesquisadores do campo da psicologia do desenvolvimento, de ciências sociais e educação. Uma nova página foi aberta com abordagens neurocientíficas, visando a entender como um status socioeconômico (SES) desfavorável afeta o desenvolvimento do cérebro.

BRASIL, ÉS PÁGINA VIRADA, DESCARTADA DO MEU FOLHETIM…




Nos últimos dois anos, cada vez mais brasileiros escolheram Portugal para viver. Mais qualificados e com mais dinheiro, chegam cansados de um Brasil violento e sem perspetivas de futuro, ao qual não querem voltar. É o início de uma nova vaga imigratória a desenhar-se

rasil é um paciente sem possibilidade terapêutica”, diz Bernardo Albergaria, que de lá saiu há oito meses com o intuito de não voltar. O léxico trai-o: é médico de dupla especialidade e o país onde nasceu sofre de uma doença crónica que se tem vindo a degradar nos últimos anos. O Brasil, insiste, é hoje “uma colónia penal, com quadrilhas que se revesam no poder”. Há dez anos que a ideia de emigrar o perseguia, mas agora tornou-se urgente. “Cansei disso”, desabafa. A situação “deu uma virada, quebrou um limite”. Um limite que a tornou irreversível e fez com que desta vez Virgínia, a mulher, o apoiasse na decisão. Pegaram nos filhos, de 9 e 13 anos, fecharam a casa em Belo Horizonte, estado de Minas Gerais, e alugaram apartamento em Coimbra, onde ele iniciou um doutoramento. Ela, enfermeira com mestrado em cirurgia, demitiu-se do emprego como consultora técnica de produtos hospitalares. Ele deixou o consultório de ortopedia que atendia mais de uma centena de pacientes por mês e conseguiu uma licença sem vencimento como médico legista na polícia civil.

A sua história não é incomum. Nunca o foi, na verdade. Desde os anos 80 que a imigração brasileira configura um fluxo relativamente constante, dependendo da realidade que o país esteja a atravessar a cada momento. Mas se os anos da crise portuguesa levaram muitos brasileiros aqui emigrados de regresso ao seu país, a crise político-económica desencadeada em 2015 no Brasil fez com que, de novo, Portugal fosse visto como destino preferencial. O perfil dessa nova imigração está ainda a ser desenhado, mas já se lhe consegue ver o rosto: têm entre os 30 e os 50 anos, são de classe média ou média-alta, profissionais estabelecidos que encontram no alargamento da formação — doutoramento e pós-doc — ou na abertura de um negócio um pretexto para emigrar, em geral casais com filhos em idade escolar que viajam em conjunto. Que poderiam ficar no Brasil mas simplesmente não querem, invocando o crescimento exponencial da insegurança e da violência com que sempre conviveram. Que não veem um futuro à sua frente, que chegaram a um limite. Que cansaram disso.

QUAL PAI? QUAIS FILHOS?




Hoje não há Expresso Curto. Ups! Afinal não há Expresso Curto tradicional mas uma espécie disso. É que hoje quem tira a cafeína é o senhor Nicolau Santos, um milagreiro na máquina cafeeira… Qual quê! No teclado do PC, melhor dito… Ou será um portátilzinho? Pois. Nicolau parece que não está no país das maravilhas, como estava o falecido Breyner quando estava vivinho de Serpa. Mas isso são outras chávenas. Vamos nesta de hoje com loiça do tio Balsemão Quinta da Marinha Bilderberg y Impresa ou Coisa Assim. Pois. Até amanhã, se não morrermos. Urge despachar isto. Pois é. Leiam sobre o dia do pai… Tch…. Qual pai? Quais filhos? Tch… Isso já foi chão que deu uvas e que atualmente está árido. Tsh... Ai se as paredes falassem. Mais em baixo há "coisa" sobre poesia. Isso sim. (MM / PG)

O Dia do Pai cujos filhos emigraram

Nicolau Santos - Expresso

Bom dia. Este é o seu Expresso Curto

Ontem passou mais um Dia do Pai. O nome devia mudar para Dia do Pai do Emigrante. É que há poucas famílias da chamada classe média que não tenham pelo menos um filho emigrado, quando não dois ou mesmo três. No meu círculo de amigos, um dos casais tem os dois filhos fora, ele em Sidney, ela em Londres; outro, tem a única filha em Edimburgo; outro ainda tem uma filha em Londres, outra na Escócia e só uma vive cá; outro tem duas filhas em Londres e outra cá; eu tenho um filho em Sillicon Valley e a filha cá.

É bom para eles? Fora de causa. É muito bom, do ponto de vista profissional e financeiro, além da rede de contactos que entretanto constroem e que lhes será muito útil pela vida fora. Além disso, tornam-se cidadãos do mundo e ficam aptos a trabalhar em qualquer ponto do globo. A contrapartida é que não voltam – ou muito poucos voltarão. Por falta de oportunidades profissionais interessantes mas também pela baixa remuneração que lhes é proposta e que não tem qualquer comparação com o que lhes é oferecido no estrangeiro, com os estudos que fizeram e com o trabalho que desenvolvem. Mais que não fosse – e há outras razões que dificultam o regresso, como relacionamentos afectivos com pessoas doutros países entretanto estabelecidos – aqueles motivos são mais que suficientes para não pensarem voltar a Portugal, pelo menos tão cedo.

É que a esmagadora maioria não emigrou porque estivesse desempregado. Estavam quase todos a trabalhar. Emigraram porque o que aqui lhes pagavam era demasiado irrisório e sem perspectivas de melhoria rápida para quem sabe o que valem os conhecimentos especializados que dominam.

É essa uma das conclusões de um estudo promovido pela Fundação AEP com o apoio da União Europeia/Feder, que está a ser realizado há alguns meses junto da Diáspora (com especial incidência na Europa), sob a direção do investigador Pedro Góis, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e que será revelado em meados de Abril.

E a prova é que embora mais de 70% desses jovens portugueses qualificados digam que querem regressar, 66,8% dizem que não pensam fazê-lo antes de três anos e quase 40% acrescentam que não pensarão em tal coisa antes de cinco anos. É, como se compreende, uma resposta de alguém que precisa de tempo para decidir. Mas que também precisa de estímulos para regressar: projetos interessantes e inovadores e remuneração compatível. E isso não se vê no horizonte. Pelo contrário. O processo de ajustamento devastou a economia portuguesa. Antes da crise, Portugal tinha 35 empresas entre as 100 maiores da Península Ibérica. Agora tem apenas seis. Quem pode agora oferecer salários competitivos e projectos desafiadores para fazer regressar a maioria dos jovens talentos que emigrou? Quase nenhuma empresa, como é óbvio. O país perdeu a maioria da geração mais bem preparada que alguma vez teve.